História da Comunidade São Paulo da Cruz

 Capítulo 1 

Origem da Comunidade São Paulo da Cruz

A Comunidade São Paulo da Cruz teve início em um ambiente simples e repleto de fé.

Tudo começou com a doação de um terreno localizado na Rua  ngela Bragato Moura, no início da subida do morro. O terreno foi generosamente doado pelo Senhor Joaquim Maurício. Com a colaboração dos moradores, foi construído um modesto barracão que serviu como o primeiro espaço comunitário.

Naquela época, as atividades religiosas eram humildes, com os moradores se reunindo para rezar o terço. Com o tempo, os  cultos e missas eram  sempre ao meio-dia, o que contribuiu para fortalecer os laços comunitários e espirituais.

Segundo relatos de antigos moradores, no dia 30 de janeiro de 1971, o Padre Fernando celebrou a primeira missa da comunidade. Esse dia histórico também ficou marcado pelos primeiros batizados realizados no local: os filhos de Dona Cenir Daniel Teixeira e do Senhor Paulo Ferreira Teixeira receberam o sacramento, registrando o início de uma caminhada de fé naquele espaço sagrado.

Com o passar do tempo, a capela continua crescendo, movida pela esperança e pela fé dos moradores. No dia 15 de janeiro de 1979, foi realizada uma reunião para registrar em ata  a posse  da primeira diretoria da comunidade. A composição ficou assim:

Primeiro Coordenador: José Simões da Silva

Segundo Coordenador: Paulo Ferreira Teixeira

Primeiro Tesoureiro: Fabiano Pereira

Segundo Tesoureiro: Pedro Honorato .(os termos primeiro e segundo coordenador eram utilizados na época , hoje usamos os termos  coordenador e vice coordenador )

Na ocasião, foi apresentado um boletim-estatuto que estabelecia as normas e funções de cada membro da capela. O coordenador José Simões fez a leitura do documento, explicando detalhadamente o papel de cada membro. Durante a reunião, também foi feito um apelo para que os membros se comprometessem a participar assiduamente dos cultos e das atividades da capela, fortalecendo assim o espírito comunitário e a missão da comunidade.

Capítulo 2 

A Nova Localização e os Primeiros Avanços

Com o passar dos anos, a comunidade cresceu. O Senhor Joaquim Maurício decidiu trocar o terreno original por outro mais acima no topo do morro, O barracão foi transferido para este novo espaço, que passou a ser chamado de Capela de Vila Pereira Campo Novo , conforme registrado no livro de atas da época. 

Apesar de suas limitações, a capela desempenhou um papel fundamental: além de missas, batizados, casamentos e outros sacramentos, o local também serviu como escola para alfabetizar crianças e adultos da comunidade. 

A mudança trouxe novas possibilidades, e os membros da capela aproveitaram para adquirir o terreno ao lado ampliando o espaço destinado às atividades religiosas; os dirigentes  reuniram-se  para decidir o que  fazer pra comprar o terreno, após a reunião ficou certo que usaria o dinheiro do dízimo e das festas que  eram feitas após as celebrações .

Naquela época, muitas pessoas contribuíram para a evangelização, mas havia alguém com uma missão especial: avisar a todos que a celebração estava prestes a começar . Esse alguém era o Sr. Dionísio. Ele era responsável por bater o sino todos os domingos. Na verdade, o “sino” não era exatamente um sino, mas uma barra de ferro curvada, suspensa próximo ao telhado do barracão. Quando as celebrações aconteciam pela manhã, o Sr. Dionísio utilizava  um martelo para bater na barra de ferro em horários específicos: às 7h, 7h30 e 8h. O último  toque marcava que o culto estava começando .

Capítulo 3   

 A Construção da Nova Capela.

No dia 20 de setembro de  1981 , o conselho da capela reuniu-se para discutir, entre outros assuntos, os rumos da construção de uma nova capela. Havia dúvidas sobre demolir o barracão de madeira ou levantar uma nova estrutura ao lado. Após muitos debates, decidiu-se que a construção seria feita ao lado do barracão, com uma estrutura de alvenaria, mais adequada para acolher os membros celebrantes. .

Nesta foto podemos ver  a capela em construção  ao lado do barracão de madeira 

Nesta etapa  aparece uma outra pessoa simples mas com uma imensa vontade de ajudar, o Sr. Manoel Andrade conhecido como Manoelzinho, ele assumiu a responsabilidade de administrar e trabalhar na construção da nova capela, Manoel Andrade, trabalhou incansavelmente para que a nova capela fosse construída.

Entretanto, as dificuldades financeiras atrasaram o andamento da obra, o que levou vários anos para serem concluídas. 

Em agosto de 1985 , numa reunião, a coordenação da  capela entendeu  que não seria possível terminar a obra só com o dinheiro do dízimo, então decidiram que faria festas e leilões para arrecadar fundos e terminar a construção da igreja, naquela data houve também  a sugestão para que cada grupo de reflexão  doa se uma lata de tinta. Aos poucos, o sonho de uma nova capela foi se tornando realidade.  Aqui aparece mais  uma pessoa que contribuiu para o crescimento da comunidade na dimensão espiritual , Glória Maria Justino , por muito tempo  ela foi responsável pela liturgia e responsável pelos hinos que eram cantados nas celebrações da  igreja.

Muitos anos se  passaram e a nova capela foi construída e o barracão de madeira foi derrubado e reconstruído em alvenaria.

Nesta foto podemos ver o barracão e a nova capela construído em alvenaria .


Capítulo 4

O padroeiro São Paulo da Cruz 

Neste mesmo ano, em 20 de outubro  durante o culto dominical, um momento especial ficou gravado na história da comunidade. O Padre Viola e a Irmã Odília trouxeram um quadro com a imagem de São Paulo da Cruz.

Viola explicou que em reunião  anterior com os membros da capela  sugerimos este santo como padroeiro  da capela, porque ele foi o fundador da Congregação passionistas e, os padres passionistas  trabalham nesta paróquia desde da fundação .Viola explicou ainda que o dia de São Paulo da Cruz é comemorado em 19 de outubro , e a escolha do santo foi recebida com alegria pelos presentes. Durante a cerimônia de entronização do quadro, o Padre Viola convidou todas as crianças da comunidade para participarem de uma procissão solene. Juntas, elas conduziram o quadro até o altar da capela, onde a imagem foi entronizada com grande emoção e reverência.

Na época tinha o quadro com uma foto parecida com essa


O tempo foi passando e a comunidade foi crescendo. A cada novo dia, mais pessoas se uniam, contribuindo com suas habilidades e sua fé. As necessidades aumentavam, e, com elas, surgiam novos desafios. A pequena igreja, que antes parecia suficiente, logo não comportava todos os fiéis que desejavam participar das celebrações. A união entre os membros da comunidade foi o que fez a diferença. Juntos, começaram a planejar melhorias e expansões. A construção de novos espaços e a reforma da igreja se tornaram prioridades. Cada passo dado refletia o comprometimento com o bem-estar de todos. As atividades religiosas, sociais e educativas passaram a ser ainda mais presentes, atendendo a uma demanda crescente. A fé e o espírito comunitário foram os pilares que sustentaram cada conquista. O crescimento da comunidade era um reflexo de sua força e união.


Capítulo. 5

A Retirada das Colunas e a Construção da Rampa

A  igreja media 20 metros de comprimento  por 12 metros de largura. Devido a esse tamanho, os pedreiros precisaram colocar seis colunas no centro da igreja para sustentar a estrutura.

Em julho de 1992,  a  pedido do Pe. Adir Roque Loss, o conselho da comunidade se reuniu para decidir sobre a retirada de duas colunas próximas ao altar da igreja. A justificativa do padre era que as colunas atrapalhavam  a visibilidade. em fevereiro de 1995 quase três anos depois ainda falava sobre a retirada das colunas , conforme consta em livro de atas da comunidade .


Nesta fotos estavam trocando o telhado podemos  ver as colunas no centro da igreja , era pra segurar o telhado 

Nos anos seguintes, a igreja foi crescendo em espaço físico e espiritual. À medida que a comunidade se expandia, a necessidade de um local maior e mais adequado para as celebrações se tornou evidente. 

Novos projetos foram planejados para atender ao aumento do número de fiéis e proporcionar mais conforto. As reformas e ampliações foram realizadas com o apoio de todos, refletindo a união e dedicação da comunidade. No aspecto espiritual, os membros se tornaram mais engajados, buscando fortalecer a fé e o amor ao próximo. 

Aqui a igreja já está coberta  com telhado de zinco

A realização de eventos e atividades religiosas aumentou, criando um ambiente mais acolhedor.  A cada dia, a igreja se tornava mais viva, com um espírito de fraternidade e acolhimento. O crescimento era um reflexo da fé que se espalhava e da determinação de todos em construir algo duradouro. Assim, a igreja se consolidava como um pilar essencial para a comunidade.

Desde os anos 90 até 2025, a comunidade passou por diversas reformas para melhorar o ambiente e proporcionar mais conforto aos fiéis. Uma das mudanças mais significativas foi a substituição do antigo piso de cerâmica por um moderno revestimento em granito, trazendo mais durabilidade e elegância ao espaço. Além disso, o teto recebeu um forro de PVC, contribuindo para uma melhor acústica e um ambiente mais acolhedor.

Pensando no bem-estar dos frequentadores, foi instalado um sistema de ar-condicionado, permitindo que os cultos e reuniões aconteçam de forma mais confortável, independentemente da temperatura externa. Essas melhorias não apenas modernizaram o local, mas também fortaleceram o sentimento de pertencimento e zelo pela comunidade.

Cada reforma reflete o compromisso em oferecer um espaço digno para a adoração e o convívio dos fiéis. O investimento na infraestrutura demonstra a importância de manter um ambiente agradável, onde todos possam se sentir bem e focar na espiritualidade.

Este livro está ainda em construção ..........



Era assim:  nos anos 90





Obs. Esta história está sento escrita através de pesquisas com os moradores e participantes da comunidade , principalmente os que participaram  desde  início, utilizamos também o livro ata que pertence a comunidade desde dos anos 80

Entrevistas feita por:

Carla Andrade , Simone Marques , Júlio Cesar  

Entrevistados :  José Sebastião (Charuto) - .Elias Maurício - Alixandre Maurício - Cenir Daniel Teixeira ( Dona Cenir) - Penha Moura -  José Simões  ( in memoriam )













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