Visita pastoral de Dom Paulo Bosi
No dia dois de março de dois mil e vinte e quatro a comunidade São Paulo da Cruz
recebeu a
partir das sete horas e quarenta e dois minutos a visita pastoral do Bispo Dom Paulo Bosi Dal’Bó.Logo na chegada, o Bispo foi recebido pelos membros da comunidade que formaram um
corredor humano que se estendia desde os portões até a porta da igreja, todos cantavam um
hino de acolhida. O Bispo ao entrar na comunidade saudou os membros e fez um breve
comentário de como seria a visita, ressaltando que a comunidade era a última a ser visitada. A
comentarista da missa Deuseni no momento de acolhida saudou a todos com carinho e em
especial Dom Paulo que seria o celebrante. Durante a entrada da palavra a equipe organizou a
entrada onde uma criança vestida de Bispo conduzia pela comunidade outras crianças vestidas
de ovelhas para simbolizar o trabalho de nossos pastores. A primeira leitura foi lida por Simone
Marques, o salmo foi entoado por Patrícia Meneghetti. Dom Paulo proclamou o Evangelho, que
foi o do filho pródigo. Na sua homilia, o Bispo chamou a atenção da comunidade para refletir
sobre a conduta do filho mais jovem, que passava por dificuldades, mas ao pensar em voltar pra
casa não pensava no pai e sim na comida que tinha em casa. E quando chega em casa vê um pai
que vai ao seu encontro. O jeito do pai acolher foi fundamental na conversão do filho. O pai não
pergunta o que ele fez. Ao invés disso, dá uma nova roupagem, ou seja, uma vida nova, limpa de
toda sujeira anterior. Devolve-lhe o anel (significado de autoridade na casa) e sandália nos pés
(livre para caminhar com os próprios pés). O filho mais que sempre estava com o pai, mas não o
amava de fato, pois não entendia o pai. Estava pelo financeiro, estava dentro da família, mas fora
dela. O Bispo alertou sobre nosso comportamento por disputas e poder dentro das famílias.
Disse que não levaremos nada daqui. Dom Paulo, em sua catequese explicou sobre os símbolos
do paramento que usa: o solideo (somente para Deus) pink é para os bispos e o vermelho para
cardeais, o anel do bispo (símbolo de autoridade do bispo e também sinal de benção de Deus,
costuma usar na mão que mais usa para abençoar), a casula é o manto que fica por cima, mas
ressaltou que o mais importante é a roupagem debaixo porque simboliza o avental que Jesus
usou para servir na última ceia. Falou que cada liturgia, onde celebramos a Páscoa de Cristo na
Páscoa da gente. Explicou ainda a Mitra e o báculo. Este último que era utilizado pelos pastores
para indicar onde iria conduzir o seu rebanho e também era uma arma utilizada contra lobos.
Disse para defendermos a nossa igreja católica. Que para nós cristãos Pedro foi o primeiro Papa,
que não existe pastor sem rebanho e que administra a igreja com o povo. Que pra encontrar
Jesus não precisa mudar de igreja e sim precisa mudar de vida. Porque é a gente que se afasta
de Jesus e não Ele da gente. Disse ainda que devemos defender Maria, pois o seu sim possibilitou
o nosso encontro com Jesus. Não aceitemos que falem mal de Maria. O Bispo ainda contou a
assembleia ali reunida sobre a sua história de vida. Que vem de uma família de dezesseis irmãos.
Que sempre trabalhou na roça. Quando completou dezoito anos foi estudar e pra isso trabalhava
durante o dia e andava vinte e seis quilômetros de noite, chegava em casa de madrugada e logo
cedo ia trabalhar. Cursou ciências contábeis e pagava um empregado para trabalhar na roça em
seu lugar, foi garçom, jogava bola, trabalhava na igreja, envolvia-se na liturgia. Trabalhou em
empresas e dava aulas à noite. Estava noivo e bem estabilizado financeiramente, recebendo
dezoito salários. Sua vida estava boa. Em seus sonhos começou a ver as figuras de padre e bispo,
sem entender o que isso significava. Decidiu deixar tudo e comunicou à família sua decisão. O
bispo falou sobre seus trabalhos em missão. Afirmou que “nunca é tarde para começar e nunca
é tarde para receber de Deus algum dom”. Dom Paulo finalizou sua história de vida dizendo que
é feliz hoje. Que não troca a sua missão. Passou em seguida a analisar o relatório que fora feito,
dizendo que precisamos detalhar melhor nossa ação na comunidade. Enfatizou que precisamos
enquanto igreja melhorar em quatro pontos: o acolhimento às pessoas, tanto aqui, quanto fora;
a preparação litúrgica; ter positividade, pensar sempre positivo, não ficar preso àquilo que não
deu certo, vida que segue! Pensar grande e ter presença na comunidade, ou seja, não perder o
encantamento pela igreja. Depois da bela homilia, professamos a nossa fé e Terezinha Marques
fez as preces. No momento do ofertório a comunidade ofertou a missão de todos os bispos que
passaram pela diocese de São Mateus nestes sessenta e seis anos de existência: Dom José Dalvit,
Dom Aldo Gerna, Dom Zanoni Demettino Castro e Dom Paulo Bosi Dal’Bó. Seguiu-se o rito de
comunhão e a missa foi finalizada com Dom Paulo Abençoando a todos. Houve após a missa um
café da manhã partilhado por todos.
Texto: Janine Silva Miniguite
Fotos: João Magno e Julio





















